Wednesday, July 8, 2009

A culpa é como uma injeção. Não olhar para ela ajuda a doer menos. Então a dor passa sozinha e só basta esperar que ela sirva para alguma coisa.

Thursday, July 2, 2009

Na rua escura.

Eu me recuso a ser paranóico. Eu não vou deixar de andar nas ruas calmamente, nem vou tirar os aparelhos da tomada em todas as chuvas. Não é falta de prudência, é o mínimo de respeito próprio. Deixar que o mundo lá fora bagunce meu mundo aqui dentro é inaceitável. Paranóia e burrice são os extremos, eu só peço um pouco de equilíbrio a mim mesmo.
Não estão sempre falando de mim e não há ninguém me seguindo. Não tentarão arrombar minha porta, nem revirarão minhas coisas. Não vou morrer por excesso de adrenalina nem deixar de viver por medo. Simples assim.
E se algo acontecer, eu me preocupo quando acontecer. Já diz minha mãe: há mais Deus para dar do que diabo para tirar. Mamãe também diz para eu ter cuidado, e cuidado eu tenho, só não entro em pânico. Insegurança é como o desespero, nunca ajudou ninguém.
Não vou chorar pelo que ainda vai acontecer, assim como não canto vitória antes do tempo. Paz de espírito, eu mereço.
E digo ainda: me deixem em paz, fantasmas. Me recuso a ter traumas.

Tuesday, June 30, 2009

Amar dói pra cacete. E não amar é como uma morfina permanente. Não sente-se dor e não sente-se mais nada. E como andar sem sentir os próprios pés?

Triste

Só basta o ponto final. Escrever tantos climaxes me exauriu. Sem fôlego para mais palavras, sem tempo para mais vírgulas, sem inspiração para reticências. Só me basta o ponto final. Me abstenho de escrever um epílogo, o título é triste, o prólogo, doloroso... pouparei o final. Não vale a pena arrancar mais lágrimas dos personagens. Nessa história já fui príncipe, e caí do cavalo. Fui o bruxo malvado, e o feitiço se virou contra mim. Meu amor mora em um reino muito muito distante, a torre alta e sombria desmoronou sobre mim. Minha fada madrinha perdeu sua varinha, e a madrasta malvada me expulsou de casa. Meu cenários não são vales encantados, são fundos de poços. Quando rei, destronaram-me. Quando herói, desprezaram-me. Quando vilão, enforcaram-me.

Só me basta o ponto final. Só me resta o ponto final. Fim.

Te

Faço mil rodeios e te deixo tonta; fujo do assunto, invento desculpas, te faço esquecer do que estava falando. Te deixo confusa, sem jeito, sem graça, sem ar. Sou cruel sem deixar cair a auréola. Sou como um vampiro sedutor, mas que ao invés do sangue, te sugará a sanidade. Te faço pensar em mim, e faço planos com você, ao mesmo tempo que te digo que vou viver sozinho. Te mostro que dos que não prestam, eu sou o que mais presta. Com a candura de um querubim, te arranho com minhas garras diabólicas.

Sunday, June 28, 2009

Medo.

Medo de não ter medo. Porque quem tem medo, tem alguma coisa. E eu que não tenho medo e não tenho mais nada?

Thursday, June 25, 2009

.gimme malice.